Rotulagem para produtos sem glúten nos EUA




Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população do mundo sofre com a doença celíaca. No Brasil, o número é de cerca de 2 milhões de cidadãos afetados (muitos ainda sem diagnóstico); nos Estados Unidos, onde está o Gluten Intolerance Group (GIG), são 3 milhões de celíacos ou pessoas intolerantes ao glúten.


O GIG existe há mais de 40 anos com o objetivo de educar, promover o estilo de vida sem glúten e dar voz à esta comunidade. Channon Quinn, Diretora de Operações da entidade, comenta que o consumo destes alimentos, inicialmente, era uma necessidade médica, mas, com o tempo o interesse das pessoas cresceu, seja por ver celebridades aderindo ou por pensar que perderiam peso consumindo tais produtos.


Uma pesquisa realizada em 2014 mostrou que 40% dos consumidores escolhiam produtos sem glúten por razões de saúde e já no ano seguinte, caiu para 37% a quantidade de pessoas que acreditavam que uma dieta sem glúten fosse saudável. Entre 2013 e 2015, as vendas de produtos deste nicho aumentaram em 136%.


Em 2013, a Food & Drug Administration (FDA) autorizou a inclusão do dizer “Gluten Free” na rotulagem de produtos embalados, mediante o atendimento de algumas normas. Entretanto, menos da metade dos consumidores americanos acreditavam que as declarações de que os produtos não continham glúten eram precisas. Por outro lado, o nível de confiança da população era maior quando a rotulagem trazia selos de acreditação segundo normas voluntárias como, por exemplo, o concedido pelo programa do GIG.


Além de ser mais restritivo do que o padrão oficial, que admite a presença de até 20 partes-por-milhão (ppm) de glúten, o programa do GIG estabelece que somente alimentos com menos de 10 ppm de glúten sejam considerados seguros. A certificação é concedida mediante auditorias de terceira parte, o que garante a isenção na avaliação. Existem, além do GIG, outras normas de adesão voluntária para certificação de produtos livres de glúten e a questão a ser analisada pelas indústrias é até que ponto vale a pena investir na obtenção do certificado do programa de controle desse alérgeno.


O que é inquestionável, entretanto, é que independente de seguir o regulamento do FDA ou de obter um certificado privado, a indústria que declara em sua rotulagem que seus produtos são livres de glúten deve ter um sistema de qualidade que garanta a segurança do alimento, com monitoramento permanente de seus processos.


Fonte:

Bakery and Snacks


Para saber mais:

Fenacelbra

Datamark


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